Roteiro Tailândia – Parte 2 – Por Bárbara Skaba

BANGKOK

Bangkok é uma cidade bastante populosa e também com muitos turistas. Pelo que li, a cidade tem um pouco mais de 8 milhões de habitantes e recebe 6 milhões de turistas por ano!

Mas, apesar de ser uma metrópole de proporções enormes, é uma cidade segura e acolhedora. Andamos de madrugada, inclusive em bairros pobres, e não tivemos nenhum problema. Inclusive, quando perguntamos a um tailandês se era perigoso andar sozinhos à noite, ele nos olhou com estranheza e respondeu um “claro que não” bem enfático.

A capital tailandesa é o símbolo do contraste entre moderno e tradicional. São mais de três mil templos budistas, muitos dos quais milenares, que não raro ficam ao lado de um arranha-céu ultramoderno. Há passeios para todos os gostos!

Hospedagem

O hotel em que ficamos hospedados foi o Chillax Resort . Recomendo! Confortável, bem localizado e com funcionários atenciosos. A diária foi cerca de R$ 200 (foi o único hotel que conseguimos pagar em reais, pelo Hotels.com), com café da manhã (delicioso) e ainda nos deram um upgrade gratuito de quarto! Fica num bairro charmoso e, na própria rua (Samsen Soi 2), há alguns restaurantes e bares gostosos e baratos. Também há caixas ATM e mercadinhos próximos.

Na região, também vi vários hostels. Um deles tinha uma faixa indicando que a diária era de 150 bahts (R$ 15)! (Conforme expliquei no post geral sobre a Tailândia, um real comprava cerca de dez baht na época, com o dólar a R$ 3).

Com relação ao nome da rua, uma curiosidade: percebi que o termo “soi” é algo como “rua secundária”. Então, você tem a Samsen Road, que é a principal, e as ruazinhas que a cortam são a Samsen Soi 1, Samsen Soi 2 etc. Isso facilita a localização, mas não é em todo lugar que é assim.

Transporte

Para se transportar, o tuk tuk é barato e rápido, pois não pega engarrafamento. O valor é fechado antes (sempre pechinchando). Só tem uma questão: se você fechar de o motorista levar em vários lugares (fizemos isso com os templos, por exemplo), no meio do caminho ele vai parar em uma loja, provavelmente de alfaiataria ou de joias. Mas você não é obrigado a comprar nada (nós não compramos). É um jeito de ele conseguir fazer um preço bom para os passageiros, pois essas lojas pagam o combustível do tuk tuk.

Aliás, há um “golpe” comum em que os motoristas de tuk tuk dizem aos turistas que os templos estão fechados naquele horário e oferecem para levá-los às compras. Não é verdade! Os templos sempre estão abertos nos horários de funcionamento. Se ele insistir, procure outro tuk tuk.

Os táxis também são bem baratos, mas tem que insistir para usarem o taxímetro. Muitos se recusam, então, se estiver numa área com muitos, procure outro. No taxímetro sempre sai mais barato do que quando tentam fechar o preço antes. Mas há momentos em que não tem jeito; se você estiver em uma área com poucos táxis, à noite etc., aí tem que acabar aceitando o preço fechado (mas que também não é caro se compararmos com táxis no Brasil).

Outro meio de transporte bem comum em Bangkok é o aquaviário. Ao longo do Rio Chao Phraya, o principal da cidade, há píeres que são as “estações”. A passagem custa 15 baht. As linhas dos barcos são identificadas com bandeirinhas coloridas: a cor identifica em que estações aquele barco para e, na entrada de cada píer, tem um mapa com as estações e suas cores. Nós pegamos uma vez e parece um ônibus mesmo, com gente em pé e tudo. A estação próxima ao nosso hotel, por exemplo, era marcada com três das quatro cores, ou seja, apenas uma das linhas não parava lá.

O “barco-ônibus”
O “barco-ônibus”

O único meio de transporte que não utilizamos foi o ônibus, pois os próprios tailandeses alertam que é complicado entender as linhas, os ônibus não passam com tanta frequência e não sai tão mais barato.

Bangkok também tem metrô e skytrain, mas restritos a uma área da cidade. Andamos de skytrain apenas uma vez, mais pela experiência. Usamos para ir da região dos shoppings até Chinatown. Pegamos o skytrain numa estação dentro de um dos shoppings e tivemos que fazer baldeação com o metrô para chegar a Chinatown. Fizemos as contas e vimos que, com o que gastamos nas nossas passagens, daria para irmos de táxi.

O que visitar

Um dos passeios mais legais, para mim, foi visitar os templos. Claro que não dá para ver tudo, pois são mais de três mil só em Bangkok! Nós visitamos seis, alguns que já havíamos visto em blogs de viagens, outros que foram sugestões locais.

– Wat Intharawihan, ou Templo do Buda em Pé: um Buda dourado de mais de 30 metros de altura é o destaque do templo, que tem entrada gratuita. Esse foi indicado por um tailandês professor de dança que conhecemos na rua! Ele nos viu olhando um mapa e se ofereceu para dar algumas dicas. Sim, os tailandeses são simpáticos e prestativos nesse nível!

– Wat Saket, ou Templo da Montanha Dourada: tem que subir muita escada, mas a vista do alto é muito legal! E a entrada foi bem barata: 20 baht por pessoa. Também foi recomendação do professor de dança.

– Wat Pho, ou Templo do Buda Reclinado: na verdade, é um complexo de templos, sendo que no principal deles encontra-se o Buda Reclinado, uma estátua incrível de 46 metros de comprimento e 15 de altura. Junto com o Wat Phra Kaew e o Wat Arun, é um dos principais templos de Bangkok, ou seja, a visita é obrigatória! A entrada custou 200 baht por pessoa.

– Wat Phra Kaew, ou Templo do Buda de Esmeralda: também é um complexo de templos, um dos quais abriga o Buda de Esmeralda (que, na verdade, é feito de jade). Todo o complexo é muito bonito, com os prédios supertrabalhados e repleto de estátuas de personagens da mitologia tailandesa. Por ser muito maior, a entrada foi mais cara: 500 baht por pessoa. No mesmo lugar também fica o Palácio do Governo (Grand Palace), que não tem visitação interna, só no jardim.

– Wat Arun (maior templo de Bangkok): quando fomos, estava em obras, então não foi possível subir. Mas é um templo à beira do Rio Chao Phraya com uma vista linda do por do sol (imagino que, do alto, seja mais bonita ainda). O ingresso custou 50 baht.

– Wat Traimit, ou Templo do Buda de Ouro: fica em Chinatown e, como o nome diz, sua principal “atração” é um enorme Buda dourado. A visitação ao Buda é gratuita, mas, para visitar o museu que existe no templo, o ingresso custou simbólicos 10 baht.

Algumas questões importantes sobre os templos:

1 – Na maioria deles, as mulheres não podem entrar com ombro de fora ou roupas acima dos joelhos. O ideal é ir de calça ou saia longa ou levar um lenço ou canga para amarrar. Alguns templos emprestam ou alugam roupas ou lenços.

2 – Para os quatro primeiros templos da lista, fechamos com um tuk tuk que nos levou em todos e ficou nos esperando em cada um por apenas 80 baht, depois de pechincharmos. Teve a contrapartida de parar em uma loja, claro, mas levamos menos de dez minutos lá dentro e não compramos nada.

3 – O Wat Pho é ao lado do Wat Phra Kaew, então é só sair de um e entrar no outro.

4 – Saindo deles, para chegar ao Wat Arun, que fica do outro lado do Rio Chao Phraya, é só pegar um barquinho que custou uns 10 baht.

5 – Como o Wat Traimit fica em Chinatown, aproveitamos para ir quando visitamos o bairro. O ideal é ficar em Chinatown até a noite, pois os letreiros iluminados rendem fotos ótimas. É basicamente um lugar para comprar lembrancinhas e comer. Há inúmeras barraquinhas de rua vendendo as comidas mais diferentes e deliciosas.

Outro passeio interessante é o Mercado Flutuante. Fica a cerca de uma hora de Bangkok, e você pode fechar um táxi ou uma excursão. Nós fechamos com uma agência de turismo que nos buscou e levou no hotel. Além do mercado, o pacote incluiu a Ponte do Rio Kwai (aquela do filme) e o Templo dos Tigres, já com ingresso incluído. O pacote ficou um pouco “salgado”: cerca de 3 mil baht por pessoa, mas valeu a pena pelo conforto.

No Mercado Flutuante, você vai passeando de barco pelos rios e as “lojas” ficam ou nas margens ou em barcos mesmo. O barco custa 150 baht por pessoa e o condutor vai parando nas lojas que você pedir. Ou você pode ir andando pelas margens e entrar nas lojas por trás, mas não tem o mesmo charme! Além do que você fica sem acesso aos vendedores nos barcos. E no mercado tem de tudo: lembrancinhas, comida, roupa, peças de decoração etc. Os preços são mais ou menos os mesmos das lojas de Bangkok.

Mercado Flutuante
Mercado Flutuante

A Ponte do Rio Kwai é um bom lugar para fotografar, além de ser um local histórico. Ao lado, há um museu sobre a participação da região na II Guerra Mundial que é bem legal, pois não costumamos conhecer muito essa parte da História. A entrada foi uns 30 baht.

De lá, fomos ao Templo dos Tigres, cuja entrada já estava incluída no nosso passeio, mas acho que era cerca de 600 baht por pessoa. Além da regra das roupas para mulheres, também não é permitido entrar com roupas em tons de vermelho, pois parece que “agita” os tigres. Lá, você pode tocar e tirar fotos com os tigres, que são recolhidos pelos monges quando estão doentes ou são abandonados por empresas que fazem “espetáculos” com bichos, por exemplo.

Eles nos disseram que os tigres não são dopados e que o horário de visita é restrito exatamente porque é no momento do dia em que os animeis estão mais “calmos”, devido ao horário de alimentação. Eu sempre fico com pé atrás com essas coisas (tanto que não fui a nenhum dos vários “espetáculos” com animais que existem na Tailândia, não “montei” em elefante e tal), mas nesse caso, além de não ter muita escolha, pois estava incluído no pacote, me pareceu que os tigres eram bem tratados.

Ponte do Rio Kwai
Ponte do Rio Kwai

Outro passeio de um dia inteiro é Ayutthaya, uma cidade também a uma hora de Bangkok. Não tivemos tempo de fazer, mas, pelo que vi em fotos, parece interessante. É a antiga capital do Reino de Sião e repleta de templos, a maioria em ruínas, incluindo um com o maior Buda da Tailândia.

Noite

Uma noitada obrigatória é na Khao San Road. É uma rua bem turística, que reúne muitos bares e restaurantes, além das barraquinhas de rua, que vendem não só comida (incluindo os tais insetos fritos), mas também roupas, artesanato e outras coisas. É o ponto de encontro dos mochileiros, com vários hostels próximos também.

Khao San Road
Khao San Road

Um tipo de restaurante interessante são os “skybars”, que ficam no alto de arranha-céus. Fomos a um no 84º andar do Baiyoke Sky Hotel e, no 85º, havia um deck giratório para apreciar a vista de toda a cidade. O preço do restaurante foi bem salgado para Bangkok: 700 bahts por pessoa, mas pode comer à vontade e o bufê é maravilhoso. E você também paga pela vista, claro.

Outro programa noturno que fizemos foi uma luta de boxe tailandês (Muay Thai). Eu não estava muito animada, mas meu marido queria muito ir. Mas confesso que gostei bastante! É o futebol deles: o estádio cheio, pessoas torcendo animadas. Foi bem divertido! O ingresso mais caro, para a “área vip”, custa 2 mil bahts, mas há ingressos baratos para a arquibancada. E na mesma noite acontecem várias lutas, de categorias diferentes; nós vimos sete, mas não sei se varia.

Muay Thai
Muay Thai

Compras

Em Bangkok, o que não falta são lugares para fazer compras. Nós brincávamos dizendo que a cidade é a “capital mundial da feirinha”. E, realmente, a impressão é que em todos os lugares há barraquinhas vendendo roupas, artesanato e todo o tipo de produtos. Também há muitas lojas de rua em que é possível comprar lembrancinhas da Tailândia.

Também visitamos três shopping centers, um ao lado do outro, todos na Siam Square. Foram o Siam Paragon, Siam Center e BMK. O primeiro é o mais “chique”, com concessionárias da Rolls Royce e Maserati, por exemplo! O Siam Center é um shopping mais moderno, com lojas descoladas, não tão caras quanto o Paragon, mas também não muito baratas.

Já o MBK é o paraíso dos compradores que gostam de uma pechincha, com lojas baratas e até uma feirinha dentro do shopping! É um bom lugar para comprar eletrônicos também.

A “feirinha” dentro do MBK
A “feirinha” dentro do MBK

Resumindo…

 Bangkok é uma cidade para todos os gostos: é possível fazer uma viagem gastronômica, histórica, cultural, de compras ou tudo isso junto! Nós ficamos quatro dias e meio, mas certamente podíamos ter ficado mais, pois ainda havia ainda muita coisa para conhecer. Ir à Tailândia e não conhecer Bangkok não dá!

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Para saber mais sobre a Tailândia leia o post Tailândia- Parte 1 e Roteiro Tailândia – Parte 3

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2 comentários sobre “Roteiro Tailândia – Parte 2 – Por Bárbara Skaba

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