Roteiro Tailândia – Parte I – por Bárbara Skaba

A Bárbara Skaba esteve na Tailândia em lua-de-mel e escreveu três posts super completos contando tudo sobre a sua viagem. Obrigada, Bárbara!

Tailândia – Impressões gerais

Quando a Rê me sugeriu escrever um post sobre a Tailândia, tive um pouco de dificuldade em resumir em um texto toda a diversidade desse país. A Tailândia é um lugar onde o moderno e o tradicional se encontram. Um lugar de pessoas felizes e simpáticas, de comida boa (e apimentada!), de paisagens deslumbrantes e, principalmente, de uma cultura riquíssima.

A melhor época do ano para visitar é de novembro a março, pois de abril a outubro é temporada de chuvas e monções. Fui em março de 2015 e, apesar de bem quente, achei uma boa época.

Uma grande vantagem da Tailândia é o custo: tudo é muito barato! Viajamos eu e meu marido, em lua de mel, e, por isso, quisemos ficar em hotéis bons e ter um pouco mais de conforto. Mesmo assim, nossa média de diárias foi de menos de R$ 200. A passagem é um pouco cara (pagamos R$ 3.200 cada, mas lembre-se de que você viaja, literalmente, meio mundo!), mas hospedagem, comida e transporte têm ótimos preços.

Em 15 dias, gastamos cerca de 2.500 dólares para os dois, sem contar apenas as passagens, ou seja, com hospedagem, comida, transporte etc. Lembrando mais uma vez que, por ser nossa lua de mel, fizemos uma viagem confortável, apesar de não “luxuosa”. Andamos muitas vezes de táxi, fomos a alguns restaurantes bacanas etc.

Para quem procura uma viagem ainda mais econômica, é possível ficar em hotéis mais simples ou hostels (na rua do nosso hotel em Bangkok, por exemplo, havia um com diárias a R$ 15!). Também é possível economizar bastante em comida. Nós procurávamos equilibrar, indo em um restaurante mais bacana de vez em quando, mas comendo muito na rua e restaurantes menores também. No nosso primeiro almoço em Bangkok, não acreditamos quando vimos a conta: R$ 12, com bebidas! Mesmo nos melhores restaurantes, gastávamos em média R$ 60.

Uma dica importante é pechinchar sempre! Pechinche principalmente em camelôs, táxis e tuk tuks. Os preços chegaram a cair 40% com a gente.

Por falar em dinheiro, a moeda da Tailândia é o Baht. Em março de 2015, um dólar comprava 31 bahts. Como havia comprado o dólar por R$ 3, fazíamos a conta de mais ou menos um real para 10 bahts. Por isso, quando eu falar dos preços em bahts aqui, não se assustem! Lembrem-se de que se divide por 10 para chegar ao valor que pagamos em Real.

Nota de 1000 bahts
Nota de 1000 bahts

 

Indo para a Tailândia

 

Como já falei, a passagem custou R$ 3.200 ida e volta, por pessoa. Fomos de São Paulo a Bangkok, com conexão em Dubai. Existem voos saindo do Rio de Janeiro, também, mas estavam bem mais caros, valendo mais a pena pagar mais uma passagem a SP.

 

Nossa conexão foi em Dubai porque voamos de Emirates (que, aliás, recomendo: acentos confortáveis, comida boa e variedade de filmes e séries, o que, em uma viagem longa, faz toda a diferença). Outras companhias aéreas fazem em outras cidades – por exemplo, a Qatar para em Abu Dhabi e a Ethiopian, em Adis Abeba (vale dizer que os voos da Ethiopian eram mais baratos, mas confesso que ficamos com o pé atrás). Foram 14 horas de voo até Dubai, quatro horas de espera no aeroporto e mais seis horas até Bangkok. Houve também o custo de $50 por pessoa da passagem interna, de Bangkok ao sul da Tailândia, que abordo com mais detalhes no post sobre a região.

Não é necessário visto para brasileiros que permaneçam até 90 dias na Tailândia. Contudo, é exigida a vacina contra a febre amarela, que deve ser tomada pelo menos dez dias antes da viagem. A vacina é válida por dez anos.

É necessário também obter o cartão internacional de vacinação, que é cobrado no aeroporto na chegada à Tailândia. O certificado é emitido gratuitamente pela Anvisa, nos Centros de Orientação para a Saúde do Viajante (veja a lista aqui). Fizemos no Centro Especial De Vacinação Dr. Álvaro Aguiar (Rua Evaristo da Veiga, 16, Centro, Rio de Janeiro), onde você pode tomar a vacina e já tirar o certificado. Fomos em um sábado e foi bem rápido.

Um pouco sobre a cultura

A religião predominante na Tailândia é o Budismo, seguida do Islamismo (no Sul, o islamismo é bem forte). Por isso, há milhares de templos budistas, alguns dos quais de visitação obrigatória!

Achei a comida tailandesa deliciosa, pois adoro pimenta. Se você não gosta, lembre-se sempre de pedir sem (vai vir apimentado de qualquer forma, mas, pelo menos, será pouco). Alguns restaurantes indicam o nível de pimenta de cada prato no cardápio (por exemplo, uma escala de uma a cinco pimentinhas). Mas, além da pimenta, eles possuem uma variedade incrível de temperos.

O principal prato da Tailândia é o Pad Thai, um macarrão frito cuja massa é feita de arroz e acompanhado por broto de feijão e uma variedade de legumes (a descrição parece de yakisoba, mas o sabor é completamente diferente e, na minha opinião, melhor, em especial devido aos temperos). O prato também vem acompanhado de amendoim no cantinho, que você pode misturar e fica ótimo. Pode ser só com legumes ou com alguma carne, como porco, frango ou frutos do mar.

Pad Thai
Pad Thai

 

Na Tailândia há pouca carne de boi e, por isso, é cara. Mas, em compensação, frutos do mar são baratos e muito gostosos. Pelo que percebi, a carne que os tailandeses mais consomem é a de frango.

Há muita sopa também e muitos pratos com arroz, como risotos (tem um risoto de frutos do mar que vem dentro do abacaxi que super-recomendo).

Esqueçam a ideia de que todo mundo como inseto na Tailândia! Em Bangkok, só vimos barraquinhas vendendo besouros, aranhas e outros “bichinhos” fritos na Khao San Road, que é uma rua superturística. Ou seja, eles fazem para os turistas mesmo. Os preços variam de 100 a 800 bahts, dependendo do inseto. Confesso que não tive coragem de provar!

Uma coisa que todos têm que fazer é a massagem tailandesa! Minha vontade era fazer todo dia! Na maioria dos lugares, a básica custa apenas 200 bahts por hora e é muito relaxante. Há outras massagens incrementadas com óleos que são um pouco mais caras, mas achei a básica a melhor.

Com relação à língua, o tailandês é bem complicado, mas quase todo mundo fala inglês, mesmo que não muito bem. O sotaque dos tailandeses é bem forte, então, às vezes, é um pouco difícil de entendê-los falando inglês, mas é só pedir para repetirem mais devagar. No geral, não tivemos problemas de comunicação. As placas de trânsito, nomes de ruas e de estabelecimentos também possuem tradução em inglês, já que o alfabeto tailandês é completamente diferente.

Na Tailândia, a mão é inglesa. Por isso, e também porque o trânsito é caótico, não aconselho alugar carro. Mas nem é preciso, pois os táxis são baratos e ainda há os tuk tuks, espécie de triciclo adaptado, que são ainda mais em conta e conseguem “furar” os engarrafamentos.

Tuk Tuk
Tuk Tuk

Outra “curiosidade” são os banheiros. Em muitos banheiros públicos, inclusive de restaurantes, não há vasos sanitários como conhecemos aqui: eles ficam no chão. E a descarga é um baldinho com água mesmo. No início foi difícil usar (ainda mais para mim, que sou mulher), mas depois até me acostumei!

Banheiro na Tailândia
Banheiro na Tailândia

 

Além de Bangkok, visitamos Phuket, Krabi e as ilhas Phi Phi, no Sul (os “ph” se fala com som de “p” e eles tendem a acentuar a última sílaba, então as pronúncias locais são “Pukê”, “Krabí” e “Pi Pi”). Meu arrependimento foi não ter ido ao Norte, sobre o qual li descrições e vi fotos maravilhosas, mas realmente não houve tempo. Quem estiver planejando uma viagem para lá e tiver tempo, ou preferir as montanhas às praias, pode procurar um pouco mais sobre cidades como Chiang Rai, onde está o Templo Branco (Wat Rong Khun ), e Chiang Mai, de onde você pode visitar a tribo das “mulheres-girafa”.

Veja mais em Roteiro Tailândia –  Parte 2 e Roteiro Tailândia – Parte 3

Veja opções de hotéis na Tailândia aqui

 

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3 comentários sobre “Roteiro Tailândia – Parte I – por Bárbara Skaba

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